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Escola Municipal

UNIDADE ESCOLAR DONA ADELAIDE DE SOUSA MARTINS

Codigo INEP: 22133615

UNIDADE ESCOLAR DONA ADELAIDE DE SOUSA MARTINS

200

Alunos

245

Capacidade

23

Professores

83

Funcionarios

Taxa de ocupacao

82%

200 alunos de 245 vagas

Equipe de gestao

Diretora
Francisca Raline Martins da Silva
Coordenadora pedagogica
Marilene Brito da Silva
Secretaria
Maria dos Santos Ferreira Soares Barbosa

Contato e funcionamento

Endereco
Av. Tancredo Neves S/N — DIRCEU MENDES ARCOVERDE — CEP 64530000
Telefone
(89) 99921-3414
Horario de funcionamento
TURNO INTEGRAL 07:00 às 15:00

Niveis de ensino oferecidos

Ensino Fundamental II

Sobre a unidade

A Unidade Escolar Dona Adelaide de Sousa Martins, funciona em tempo integral e atende estudantes das zonas rural e urbana, ambos utilizam o transporte escolar cedido pela Secretaria Municipal da Educação de Novo Oriente do Piauí – SEMED. O bairro onde a escola está inserida possui ruas pavimentadas, possui iluminação pública, saneamento básico e coleta de lixo semanal. A Unidade Escolar Dona Adelaide de Sousa Martins foi fundada em 2002 na Rua Vicente Pinto de Aguiar localizada no Bairro Dirceu Mendes Arcoverde de Novo Oriente do Piauí, tendo como diretora a Sra. Eulina Borges de Sousa, segundo a mesma, juntamente com sua equipe percorreram a cidade em busca de alunos formando assim 4 turmas de alunos do fundamental I, 4 turmas do fundamental II e 2 turmas de Educação de Jovens e Adultos, tendo como Diretora do EJA a sra. Maria do Espirito Santo Marques. Em 2004, com o aumento de alunos foram divididos, ficando assim: O fundamental I no Colégio Dona Adelaide o fundamental II no Colégio Joaquim Pinto de Aguiar, Localizado na Avenida Tancredo de Almeida Neves, em 2005 o mesmo foi cedido para o município assim passou a funcionar todas as turmas no Prédio do Colégio Joaquim Pinto de Aguiar. Em 2008 a mesma passou por reforma e, alugou-se a Casa do Sr. Jorge, no Bairro Gil Marques, retornando logo que terminou a reforma. A escola possuía 6 salas de aula, um pátio, uma sala dos professores, 3 banheiros, uma diretoria e uma cantina. Com a continuação havendo a necessidade de mais salas de aula foi construída uma sala e foi dividida uma das já existentes, ficando assim, 7 salas de aula uma sala de AEE, uma sala de leitura, uma cantina 2 banheiros para funcionários , 2 banheiros para alunos e um lavabo, um depósito, uma sala dos professores uma diretoria, a secretaria funcionava na diretoria. para atendimento de alunos de ensino fundamental I e II, nos turnos manhã e tarde, sendo no mês de setembro de 2023, a escola Dona Adelaide, passou ser a escola municipal só de ensino fundamental anos finais sendo que no ano de 2025 teve início a primeira turma de aula de tempo integral, ano também que o Estado passou oficialmente o prédio para rede Municipal de Ensino, deu se então início a ampliação da escola. Com isso, todo o ensino fundamental 2 da rede municipal passou a ser escola de tempo integral em 2026. Falar sobre a educação na contemporaneidade é, ao mesmo tempo, algo comum e inusitado. Comum, porque os processos educativos, são formais ou informais e fazem parte do cotidiano de todos. Mesmo aqueles que não tiveram acesso à educação formal compreendem a importância da aprendizagem, adquirindo conhecimentos por meio das interações familiares e sociais. No entanto, uma análise profunda sobre o tema não é uma prática habitual, apesar de sua centralidade para o desenvolvimento das sociedades. Hoje, a educação é cada vez mais vista como essencial para a conquista da autonomia e para o fortalecimento da capacidade colaborativa, com habilidades extremamente valorizadas nos arranjos produtivos atuais. Mas que tipo de educação é essa? Estamos realmente no caminho certo para promover os avanços necessários? Qual é o papel da escola e dos indivíduos nela envolvidos diante dos desafios e das perspectivas que se apresentam? Como a Escola se posiciona frente a esses questionamentos? Para buscar respostas, é fundamental voltarmos nosso olhar ao contexto educacional no qual estamos inseridos. Segundo Alarcão (2001), toda escola é simultaneamente um espaço, um tempo e um contexto. Ela é um espaço porque está situada geograficamente em uma cidade, bairro ou país. É também um tempo, pois cada instituição escolar está inserida em uma época específica, que influencia as práticas nela desenvolvidas. E é um contexto, uma vez que os fatores históricos, sociais e culturais ao redor da escola interagem diretamente com as variáveis que afetam seu funcionamento. Por isso, a escola nunca pode se posicionar de maneira neutra diante dessas circunstâncias. Ela está imersa em uma cultura, em um tempo histórico e em uma sociedade particular. A partir disso, é necessário refletir sobre o papel da escola e da educação que ela oferece à luz dos paradigmas que regem nosso século e da crise que esses paradigmas enfrentam. De acordo com Edgar Morin (2005), vivemos atualmente em um cenário de complexidade e crise de paradigmas. A complexidade, nesse sentido, refere-se ao estado atual da humanidade, em que a unidade gera diversidade e vice-versa. As inter-relações provocadas pela globalização estão moldando os pensamentos, comportamentos e concepções de forma inédita, influenciando, ao mesmo tempo, o local e o global. Morin (2005) denomina esse fenômeno de "era planetária", caracterizada pela rápida circulação de informações devido aos avanços tecnológicos. O tempo e o espaço se entrelaçam, e o que ocorre em uma parte do mundo influencia as demais, de forma recíproca. O filósofo também destaca a concepção de conhecimento, apontando que em qualquer saber há sempre o risco de erro ou ilusão, pois todo conhecimento humano, incluindo o educacional, é construído a partir de um contexto cultural específico. As ideias e crenças de uma época, refletidas no conhecimento, não são imutáveis. Assim, à medida que os contextos históricos e culturais se alteram, o conhecimento também se transforma. O que é considerado "verdadeiro" hoje pode não ser amanhã. A complexidade, ao colocar diferentes pontos de vista em perspectiva, permite que a troca de informações ocorra com uma velocidade sem precedentes, exigindo, portanto, uma nova forma de conhecer. A racionalidade ainda predominante vê o conhecimento científico como absoluto, e essa visão excessivamente valorizada torna muitas vezes difícil questionar o que é apresentado como "científico", resultando em uma simplificação dos saberes. Essa abordagem fragmentada das áreas do conhecimento no ambiente escolar limita a capacidade crítica e reflexiva dos alunos. Morin (2005) propõe o conceito de "conhecimento pertinente", que permite situar as informações dentro de seu contexto geográfico, cultural, social e histórico. A capacidade de estabelecer essas conexões é inerente ao ser humano, mas tem sido enfraquecida pelo isolamento entre as disciplinas. No ambiente escolar, isso se reflete na organização dos conteúdos, na divisão do tempo e, principalmente, na falta de comunicação entre as áreas de conhecimento. Além disso, o contexto social e educacional atual ainda exibe características reprodutivistas e conservadoras, utilizando uma racionalidade tecnicista para manter o status quo. Brzezinski (2001) aponta que o sistema educacional brasileiro historicamente tem negado o acesso universal ao conhecimento. Enquanto as classes sociais mais favorecidas tinham acesso ao saber erudito, a classe trabalhadora recebia apenas o saber popular. As teorias críticas da educação, no entanto, contribuíram significativamente para a construção de um novo entendimento sobre o fenômeno educacional, afirmando que a prática social deve ser o ponto de partida e de chegada da prática pedagógica. O conhecimento sobre a escola e a educação deve ser produzido de forma dialética, refletindo as transformações sociais e culturais. A escola contemporânea, portanto, é marcada por contradições e ambiguidades. Embora seja um instrumento de reprodução social, ela também pode ser vista como um espaço de resistência e transformação. Nesse sentido, é crucial construir uma escola reflexiva, capaz de olhar para si mesma, identificar seus entraves e buscar soluções. A escola deve ser um ambiente em constante transformação, em que não há respostas definitivas, mas sim uma construção contínua e coletiva. A Escola Dona Adelaide de Sousa Martins, portanto, deve ser uma protagonista na superação da racionalidade técnica, promovendo novas formas de interação e apropriação do conhecimento, alinhadas à dinâmica da sociedade da informação. Em uma escola reflexiva, os processos avaliativos e formativos devem ser prioritários (ALARCÃO, 2001). A Unidade Escolar Dona Adelaide, localizada no município de Novo Oriente, constitui-se como instituição pública comprometida com a garantia do direito à educação e com a formação integral de seus estudantes. Inserida em um contexto sociocultural marcado pelas especificidades do interior piauiense, a escola assume o papel de espaço de aprendizagem, socialização e construção de cidadania, dialogando com a realidade local e valorizando os saberes da comunidade. No que se refere à sua identidade institucional, a Unidade Escolar Dona Adelaide fundamenta sua prática pedagógica em princípios de inclusão, equidade e qualidade social da educação. A escola compreende o estudante como sujeito histórico e de direitos, protagonista de seu processo formativo, e orienta suas ações pelo respeito à diversidade, pela promoção de valores éticos e pelo fortalecimento da convivência democrática. Sua identidade é construída coletivamente, a partir da participação da equipe gestora, docentes, estudantes, famílias e comunidade, consolidando-se no Projeto Político-Pedagógico (PPP) como documento norteador das intenções e práticas educativas. Quanto à organização institucional, a escola estrutura-se de acordo com as normativas da rede pública municipal/estadual (conforme o sistema ao qual esteja vinculada), mantendo uma equipe gestora composta por direção e coordenação pedagógica, responsáveis pela articulação administrativa e pedagógica. O trabalho docente organiza-se por etapas/modalidades de ensino ofertadas, com planejamento coletivo e acompanhamento sistemático do processo de ensino e aprendizagem. Os conselhos escolares, reuniões pedagógicas e momentos formativos integram a dinâmica institucional, fortalecendo a gestão participativa e a tomada de decisões compartilhadas. A organização curricular está alinhada às diretrizes educacionais vigentes, priorizando o desenvolvimento de competências e habilidades que articulem conhecimentos científicos, culturais e sociais. Além disso, a escola busca promover projetos interdisciplinares, ações culturais e atividades que valorizem a identidade local, reforçando o vínculo entre escola e comunidade. Assim, a Unidade Escolar Dona Adelaide afirma-se como instituição que articula tradição e inovação, preservando sua história no município de Novo Oriente – PI e, ao mesmo tempo, assumindo o compromisso de aprimorar continuamente suas práticas educativas. Sua identidade institucional consolida-se na busca permanente por uma educação pública democrática, humanizadora e socialmente referenciada. O crescente foco em orientações metodológicas nos documentos oficiais tem, por vezes, desviado a atenção da elaboração e discussão de princípios e valores educacionais. A gestão escolar deve ser fundamentada em um conjunto de valores que sustentem seu projeto pedagógico e, assim, trazer à tona uma reflexão filosófica sobre a prática educativa. Entre os valores fundamentais que devem nortear essa gestão estão a cidadania (articulação entre o pessoal e o coletivo), o profissionalismo (mediação entre o público e o privado), a tolerância (respeito pela diversidade de perspectivas), a integridade (harmonia entre discurso e ação), o equilíbrio (entre conservação e transformação) e a pessoalidade (valorização dos projetos individuais de vida). Dessa forma, a Escola Dona Adelaide de Sousa Martins está orientada a formar cidadãos éticos, com uma base humanística sólida. Os princípios que norteiam essa formação incluem: • Ética e Cidadania: Desenvolver a formação ética e humanística dos alunos, estimulando o espírito crítico e a autonomia intelectual, para que se tornem cidadãos conscientes e agentes ativos na realidade social e política. • Interdisciplinaridade: Construir uma identidade profissional que integre diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais capazes de realizar pesquisas e atuar de forma articulada em diversas áreas do saber. • Convivência na Diversidade: Respeitar as diferenças e as divergências, promovendo uma cultura de convivência respeitosa. • Gestão Democrática: Promover a transparência, a autonomia, a descentralização e a participação coletiva nas decisões da escola. • Democratização do Conhecimento: Tornar o conhecimento acessível a todos, disseminando as formas de saber pertinentes à Instituição. • Sustentabilidade Ambiental: Valorizar práticas que respeitem o meio ambiente, integrando a sustentabilidade no cotidiano escolar. A escola, inserida na comunidade, deve se abrir para a colaboração e o compartilhamento de responsabilidades com todos os atores sociais. A parceria, fundamentada na confiança e na justiça, fortalece os resultados da gestão escolar, criando um ambiente profícuo para o sucesso do processo educativo. A participação de outros segmentos da comunidade nas decisões de gestão contribui para a democratização e a inclusão, tornando a escola um espaço verdadeiramente coletivo. O Projeto Político-Pedagógico da escola, juntamente com a gestão democrática, é a base para a construção de uma identidade escolar sólida e para a definição dos rumos que a instituição deseja seguir. A criação de Conselhos Escolares tem sido um passo importante nesse processo, pois organiza a participação da comunidade de forma permanente, promovendo uma gestão colaborativa e democrática. Por fim, a escola deve ser um espaço de produção e socialização do conhecimento, proporcionando aos educandos uma formação que atenda às necessidades e aspirações da comunidade. A qualidade da educação está diretamente ligada ao compromisso com a construção coletiva de saberes, ao respeito às diferenças e ao desenvolvimento de uma educação integral, capaz de preparar os alunos para o mundo que se desenha. Assim, espera-se que a comunidade escolar busque continuamente a qualidade da educação, somando esforços para alcançar as metas estabelecidas, sempre com respeito, compromisso e engajamento.

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